Neste desenho publicado pela revista carioca Esporte Ilustrado temos a alegria da portuguesSda ao chegar ao Brasil e se deparar com a mulher "bonita e gostosa" em seu periscópio. Afinal, depois de tantos dias no mar, sem ver dois belos pares de tilápias, ninguém é de vinil, para fugir do mais do que gasto ninguém é de ferro. Como, na gloriosa década-1950 em que esta criação saiu do lápis os balões dos quadrinhos eram preenchidos por roteiristas que só pensavam naquilo, fica a ideia de que a bonita e gostosa seja a "terra brasilis", em cima da qual a portugada se deu muito bem, por mais de três séculos. Como este desenho é raríssimo de encontrar, possivelmente, só na Biblioteca Nacional, no Rio de Janeiro, o Kike vai enviá- lo aos Estados Unidos, onde está residindo e estudando o artista multimídia Renato Aparecida, para ele recuperá-lo oferecer-lhe, leitor, uma imagem perfeita desse lance, que não deixa de estar associado, também, ao Club de Regatas Vasco da Gama, como implicita a Cruz de Cristo na vela do barco. Para o nosso constultor Mauro Prais, a charge é de 1947 a 1949.
sexta-feira, 29 de setembro de 2023
domingo, 24 de setembro de 2023
O DOMINGO É UMA MULHER BONITA - SE UMA JÁ É BONÍSSIMO, IMAGINE DUAS MISS BRASIL
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| As Miss Brasil-2000,belas Josiane Kruliskoski (MT) e Daniele Moraes (MG) |
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| Boanerges Gaeta entre Josiane e Francine Eickenberg (SC) |
Com o mesmo título de Miss Brasil, a disputa promovida por Danilo d'Ávila – participou da organização do Miss Brasil mais antigo - surgiu, em 1992, com a lei da disputa tradicional. Diferença: vencedora disputando o Miss Globo Internacional.
domingo, 17 de setembro de 2023
quinta-feira, 7 de setembro de 2023
MULHERES (DE ATENAS) DA PARAÍBA - GRAÇA E ORGULHO DA RAÇA QUE ENCARA CALAMIDADE
Mas esse pouco não é só de
agora. Ao longo da história política brasileira, os paraíbanos estiveram,
sempre, entre os menos favorecidos. Mas não deixaram de formar elite rural, a cargo dos ricos que apoiavam o Império dos Orleans e Bragança, desde que D. Pedro
I lhes garantisse a posse da terra e a mão de obra escrava - com o que não alinharam Pará, Maranhão, Piauí, Bahia e a Provincia Cisplatina (hoje,
Uruguai), quando o país tornou-se independente de Portugal.
A elite rural
paraibana, no entanto, não via o mundo só por olhos que se limitavam às suas cercas, embora,
até 1784, ela fosse repressora, de maneira que, para uma esposa visitar uma amiga, teria de pedir autorização ao
marido. Autorizadas, vestiam-se à francesa, exagerando nos babados
que lhes desciam à cintura. Não dispensavam chapéus com plumas e nem saias
com molas de aço. Suas roupas não deixavam os pés à mostra, pois mostrá-los
seria vergonhoso para maridos ricos ques mandavam empregados
carregarem-nas em redes, para não serem vistas, publicamente. Chegadas ao
destino, sentavam em tapetes nas salas das mulheres – havia, também, a sala dos
homens - e assim se comportarem até 1852, quando ainda lhes eras negado reclamar, protestar,
xingar, ou mesmo pensar, ler e escrever. Direitos só de rezar e cozinhar.
Mesmo presas a tais amarras sociais, mulheres da elite paraibana tiveram educação esmerada, sobretudo as do século 19, quando as suas ricas famílias de fazendeiros as encaminhavam para estudar na Europa, de onde voltavam poliglotas, dominando algum instrumento musical e deixando incrédulos entendidos em peças dos grandes mestres. Muitas das invejáveis mulheres paraibanas tornaram-se “primeiras-dama “e tiveram papel social relavante durante os governos dos maridos.
Entre tantas dessas mulheres, não se pode esquecer de Amélia Machado Coelho da Costa, dedicada à caridade e aos estudos da música e da numismática; Amanda Brancante Machado, exímia pianista que tocava Abdon Milanez e Carlos Gomes à perfeição; Maria Isabel Fogueira Machado, que estudou na Alemanha e falava, fluentemente, além do alemão, o francês, e era, também, exímia pianista, perfeita executante de Carlos Gomes e de Artur Napoleão; Alice de Almeida Carneiro, que vivia com o povo, criando maternidades, hospitais, apoiando a mãe pobre e instituíndo a merenda escolar nas escolas primárias; Ana Alice de Melo Almeida, que desenvolveu programas sociais de gande dimensão dentro da LBA-Legião Brasileira de Assistência, tendo por isso sido adorada pelas camadas mais pobres da população paraibana a quem entregou hospitais, creches, casas de apoio à criança e, também, por atuar no enfrentamento às calamidades públicas; Sílvia Tinoco Marques Godim, que cursou mestrado na Inglaterra para trabalhar no Departamento de Letras da Universidade Federal da Paraíba, além de evitar, na LBA, fazer política paliativa de caridade.
Foram brilhantes, tambem, Berenice Coutinho, Mirtes Sobreira, Lourdes Cavcalcanti, Lucia Navarro, Miriam Cabral e Maria Luiza Targino, damas de fino trato e devotado amor pela causa social. Duas outras destascadas primeiras-damas foram cariocas, pois era comum parlamentares paraibanos (do Império e da República) casarem-se com moças de famílias do Rio de Janeiro, casos, por exemplo, de Mary Pessoa e de Judith Caruzo Gomes, que vestiram a camisa da Paraíba e prestaram grandes serviços sociais ao seu povo.
Judith Caruzzo foi o que se pode chamar de a "Anita “Garibaldi paraíbana". Sempre ao lado do marido, como as mulhers de Atenas, ao casasr-se com o médico e futuro governador paraibano José Gomes da Silva, ela trocou a praia e todas as festividades do Rio de Juaneiro para, em 1930, lutar ao lado do marido-chefe político de Itaporanga, contra a temível coluna do coronel José Pereira Lima, rebelado ccontra o governo estadual. O Gomes da Silva, que ainda não era o líoder estadual, mas apoiador do governador João Pessoa, levantou o seu povo em armas e sustentou luta, de cinco horas, até expulsar os rebeldes. Judith foi para o front da batalha levar alimentação aos que lutavam e, ainda, atuouo como enfermeira. Foi guerreira, também, em 1932, lutando contra terrível estiagem que assolou a Paraíba, não se intimidando contra as agruras do tempo para minorar o sofrimento dos flagelados.
Mais recentemente, uma outra brilhante “primeira dama” paraibana foi Glauce Burity, fazedora de grandes trabalhos sociais e sempre dizendo que "não lutava pelos menos favorecidos por piedade, mas porque era preciso combater tudo o que fazia o país dormir na pobreza". Intelectual respeitada, produziu vários trabalhos sociológicos elogiados, entre eles sobre a mulher na obra sociológica de Gilberto Freyre; a presença dos franceses na Paraíba e o menor no trabalho na Paraíba. Criou a Campanha de Assistência ao Menor Carente e não deixou que esta tomasse sentido assistencialista. Também, cursou mestrado em História e aprimorou-se em língua francesa, em Genebra, na Suiça, quando por lá morou e o marido fazia aprimoramento em Medicina.
Estado pobre, no entanto, a
Paraíba jamais teve “primeiras damas”
dondocas, barbies e nem deslumbradas
que corriam para pósasr em fotos ao lado do cantor brega espanhol Julio Iglesias.
Também, nuca foram “eminência parda” de governos dos maridos, como uma que
desagradava a todo o regime militar e, pra piorar, obrigou um general-presidente
a lançar o odiadíssimo Paulo Maluf na política – viva as mulheres da Paraíba!
1 - FOTOS REPRODUZIDAS DE LIVRO LANÇADO PELO CENTRO GRÁFICO DO SENADO
2 - Este texto foi publicado, também, pelo Jornal de Brasília. Link abaixo:
https://jornaldebrasilia.com.
domingo, 27 de agosto de 2023
CORAÇÃO DA CHINA BATE NO LAGO NORTE
Quem chegar ao posto da Secretaria de Saúde-DF do Lago Norte - Unidade Básica de Saúde-UBS-1 -, por volta das sete da manhã, poderá se espantar com o grande número de presentes, pois as proximidades é mais residida pela classe média alta portadora de planos de saúde. No entanto, nem todas estão buscando atendimento médico, havendo dias em que o número dos que estão fora da fila ser maior. Razão: pessoas chegando para aulas de Tai Chi Chuan, uma arte marcial chinesas.
Quase todos os “taichichuenses” são aposentados, com maioria de mais 70 de idade e já enviuvado. Todas as mulheres, porém, ainda, duras, exibindo boa movimentação física, carrões e espíritos subindo para o positivo, como garantem. “Nâo há coisa melhor do que o Tai Chi (Chuan)”, afirma Heloísa, piauiense, de 74 na certidão de nascimento, acrescentando: “Me renovo a cada sessão” afirma, acompanhada pela mineira Lúcia Helena, de 85 (a mais velha do grupo), pela goiana Darci, de 83. “Que coisa boa (é o Tai Chi). Melhor do que isso só quando eu era menina e vivia brincando lá fazenda dos meus pais, no Pontal do Triângulo, perto de Uberaba”, tem saudade a Lúcia Helena. Bem humorada, ela conta velhas histórias daquele seu tempo, como a de uma professora da roça que escrevia Goão, em vez de João. E que a sua mãe teve 15 filhos, “enchendo a casa por ela e por mim, que não tive nenhum”.
O engenheiro civil Maurício Tavares, de 63 (foto abaixo), um do mais novos do grupo, estava há duas décadas sem fazer a atividade que ele praticava em Goiânia. “Parei por falta de tempo, porque o trabalho consumia todo o meu relógio. Assim que me aposentei, fui logo procurar o Tai Chi (Chuan), que recomendo a todos. Façam e avaliem se não tenho razão”, propõe, com o apoio de Luzia Helena, cearense, que celebrará 72, em outubro, e de Júlia Novais e de Antônia, ambas baianas da mesma cidade, Correntina. Segundo Luzia Helena, de 72, os progressos físicos da prática incluem até melhoras para as suas dores no nervo ciático.
Maurício passou duas décadas longe do tai chi chuan, mas voltou com força
Alguns alunos do Tai Chi Chuan do Lago Norte são profissionais da USB-1 e chegam mais cedo para não haver confronto com o horário de trabalho. “Os pacientes acham que a gente tem que ficar só lá dentro, atendendo-os”, ressalta a médica pernambucana Indira Vale, “passada dos 50” e que, as vezes, ministra aulas, o que, também, faz a fisioterapeuta Larissa. “Porque você não se juntar nós? Faz tão bem à saúde. Vou lhe encher o saco até você aceitar a sugesta”, avisa a “doutora Indira” que, quando trabalhava em hospital, só dava alta a pacientes masculinos depois que arrumassem barba e bigode. “Ninguém se livrava de mim sem estar bonito”, brinca ela que, todos os dias bebe cafezinho em uma barraca do lado da USB-1, junto com os varredores de rua.
O Tai Chi Chuan do Posto de Saúde do Lago Norte começou em 2016, quando o servidor (do almoxerifado) Edilberto Zacarias, o Zaca, o propôs, à direção da casa topou e ele colocou placas de papelões no alambrado do prédio convidando a moçada. “A maioria dos primeiros interessados era só de curiosos. Arrumei o nome de ‘práticas interativas de saúde’ pra impressionar, e deu certo, pois não demorou a termos uma primeira turma de praticantes” lembrou ele, que acidentou-se, fatalmente, no dia seguinte após começar esta entrevista. Como a todo instante chegava alguém querendo tirar dúvidas, pediu para continuar o papo no dia seguinte (08.08.2023), o que não deu tempo - está sendo substituído por um dos seus auxiliares informais, o cearense Raimundo Nonato Melo, o Nonatinho, segundo o qual o velho amigo (e, também, acupunturista), o deixou, inteiramente, preparado para continuar o seu legado, o qual afirma ser “refereência em toda Brasília”.
Zaca foi o iniciador do projeto de Tai Chi Chaun na USB-1 do Lago Norte
Zacca perdeu o controle do seu carro – Nissan Versas cinza -, às 18h20 de uma terça-feira, quando saiu da pista e bateu contra uma árvore, no canteiro de via que o levava à Vila Planalto, onde residia. Ficou preso às ferragens. O carro predileto dele, no entanto, era um Fusca, o qual fazia questão de mostrar aos alunos. Muito sorridente e falante, com voz grossa, ministrava as suas aulas usando calça e camisa com escudos do Atlético-MG. Brincava: “Vou mudar o nome do meu time pra Jesus Cristo. Ressuscitou o Vasco (da Gama)” – até então, fora o único a perder do clube carioca neste Brasileiro de Futebol.
As aulas na USB-1, são gratuitas, de segunda à sexta-feira, entre sete e oito e das oito às nove da matina. É só chegar, falar com op Nonatinho, assinar num livrão e começar a aprender. Para memorizar os movimentos, ele gritará jargões interessantes cmo: “Gavião pegando o rato; coçando a crina do cavalo; alfinete bo fundo do mar; jogando a bola pra direita; levando a bandeja para a equeda”, e outras mais curiosos. “Facilita o aprendizado dos movimentos”, garante a Maria Bethânia, de 69 de idade e alfabetizadora aposentada.
As aulas no Posto de Saúde do Lago Norte e vão das sete às nove da manhã
Será que os movimentos rápidos da capoeira baiana se dariam bem com esta arte marcial chinesa? “É outro departamento”, acha a bem humorada baiana Beta (para os familiares) que reside em Brasília há meio-século, mas faz questão de se declarar “cidadã soteropolitana”, gentílico dos nascidos em Salvador. E, por falar em Salvador, não chamam a Dona Darci por ‘senhora’, mesmo comos seus 83 nos costados. Para ela, ‘senhora’ e ‘senhor’ - que remete a Salvador - estão no Céu. Por isso, o repórter desta matéria chamou todas as “taichichuanas” setentonas e oitentonas por “Querida”. E todas gostam, principalmente as solteironas que até preferem o substantivo feminino ‘senhorita”! - tá valendo!
ESTA MATÉRIA FOI PUBLICADA, TAMBÉM, PELO JORNAL DE BRASILIA - 27.08.2023 - LINK ABAIXO
https://jornaldebrasilia.com.br/brasilia/coracao-da-china-bate-no-lago-norte/
domingo, 23 de julho de 2023
domingo, 16 de julho de 2023
A GAROTA DA CAPA - BROTINHO MARLY
Marly Cardoso Alves , filha do diretor de Diversões, encappou o Nº 8 da Revistsa do Vasco, de abril de 1961. Evidentemente, toredora a Tura da Colina, a princesinha já havia praticado natação e adorava se brozear na praia. Tabém, estudava balé. Para o futuo que viria aós aquela 61, o seu grande plano era viajar muito e conhecer muitos lugares, embora tivesse medo das viagens por avião.




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