sábado, 24 de setembro de 2022

O DOMINGO É UMA MULHER BONITA - LOPASSA

             MUSA (DE PALAVRA) DA COLINA

Reproduzido de www.extra.globo.com
Agradecimento
A classificação do Vasco em cima do Flamengo na Copa do Brasil-2016  mostrou que a musa vascaína Paloma Lopes é mesmo uma mulher de palavra.
 Ela prometeu que, se a rapaziada deixasse a rubro-negrada para trás, em honra ao feito, faria um “topless” esperto para a galera.
Como o Clássico dos Milhões terminou no 1 x 1, no Maracanã, e a Turma da Colina foi em frente, quando  convidada a participar do programa televisivo Tudo pela Audiência, do Multishow, ela tirou parte da roupa e aumentou, tremendamente, a audiência do canal.
De quebra, Paloma ganhou um bom espaço no jornal carioca Extra, que publicou as fotos que reproduzimos da edição de 27 de setembro de 2015.

The classification of Vasco da Gama, on top of Flamengo, by the Brazil Cup 2015, showed that the vascaína muse Paloma Lopes is a woman of her word.
Reproduzido de www.extra.globo.com
Agradecimento
She promised that if the boys left the red-black back in honor of the feat, she would make a "topless" for the galley.

 As the "Classic of the Millions" ended in the 1x1 in Maracanã, and "Turma da Colina" went ahead, participating in the television show "Everything for Audience", Multishow, Paloma took some of the clothes and increased, the channel's audience.

 Of breaking, it gained a good space in the newspaper "Extra", that published the photos that we reproduced, of the edition of 27 of Septem

domingo, 18 de setembro de 2022

EXISTE ALGO MELHOR DO QUE UMA VOVÓ?

  Diz a tradição popular que os pais encaminham e os avós desencaminham. Isto é: fazem tudo o que os netos querem. O Dia da Vovó, no Brasil, comemora-se no 26 de julho e segue a tradição portuguesa, que tem Santa Ana (mulher de São Joaquim) como mãe de Maria. No entanto, só há citação a eles, por Tiago, em evangelhos apócrifos, não aceitos como legítimos pela Igreja Católica.

A Vovó Ana (e Joaquim) teriam viviam, no Século I, sem filhos. Por isso, rezava muito e pedia a Deus que lhe concedesse gerar uma criança, mesmo  já tendo idade avançada.
Um dia, Deus teria decidido atendê-la e enviado um anjo para comunicar que ela estava grávida. Teria gerado uma menina, batizada por Maria, em 8 de setembro do 20. 
Pelo início da puberdade, a garota fora escolhida, pelo Senhor, para ser a mãe de Jesus Cristo. Originalmente, a manina era  Miriam, significando Senhora da Luz. Na tradução, do hebraico, parta o latim,  passou a ser Maria.
Já o nome Ana vem doo hebraico Hanna, que significa graça. Ela descendia do sacerdote Aarão, enquanto Joaquim da família real de Davi. Viviam em Jerusalém, ao lado da piscina de  Betesda, onde hoje está a Basílica de Santana.  A sua devoção,  no Oriente, vem desde o século seis da era cristã. No Ocidente, parte do século oito.
A partir de 710 Depois de Cristo (DC), as relíquias da Vovó Santana foram levadas, de Israel para Constantinopla e, depois, distribuídas para vários templos, tendo a maior parte ficado na igreja de Sant’Ana, em Durem, Alemanha.
Vovó de tela da pintora Solange Aparecida
Foi o papa Gregório Treze, em 1584, quem fixou o 26 de julho como data consagrada a ela. Na década-1960, Paulo Sexto incluiu São Joaquim na comemoração, daí surgindo o  Dia dos Avós.
Conta-se que, em 1625, Santana teria aparecido, no vilarejo francês de Auray, diante de Yves Nicolazic, contando-o quem ela era e revelando que, em Bocenno, havia uma capela lhe dedicada e destruída  924 anos e seis meses antes. Sugeria uma nova capela no local, porque Deus gostaria de vê-la honrada por ali. 
Nicolazic teria levado o povo do vilarejo ao local indicado por Santana e, por lá, encontrado tudo como ela havia dito. Depois, fora pedreiro e mestre de obras na construção da Igreja de Santana, em Auray, qu recebeu a visita do papa João Paulo Segundo, em 1996, o que fez o local passar a receber a visita de 800 mil pessoas, anualmente.
Uma das mais tradicionais comemorações do louvor a Santana está no município baiano de Angical, paróquia de Barreiras. Foi iniciada por portugueses da família Almeida, que construíram uma igreja e doaram a imagem da santa ao povo de uma vila que cresceu e tornou-se cidade. 

domingo, 11 de setembro de 2022

O DOMINGO É UMA MULHER BONITA - NATÁLIA

Para especialistas em “maravilhas”, Natália Taveira foi uma das mais belas morenas brasileiras da década 2.000/2.010. Desde garotinha, ela já chamava a atenção de quem a via passar. Lhe convidavam para desfilar modas, mas o que ela preferia era jogar voleibol, o que a levou à seleção paraibana juvenil, aos 16 de idade. Aos 17, porém, resolveu aceitar os convites para ficara diante dos holofotes e das câmera, e passou a fazer campanhas publicitária, editoriais e desfiles de modas, o que valeu-lhe convite para participar do primeiro capítulo da novela Aquele Beijo, da TV Globo.

Repropdução de veratabach.blogspot.com

Com tanta simpatia fluindo do seu 1m78cm de altura, Natalia foi eleita Miss Paradiba-2010. Pesando 61 quilos, concorreu com mais 26 candidatas de todo o país, desfilando, no Minascentro, em Belo Horizonte, e mexendo com público que viu nela enorme uma potencial para ser a Miss Brasil. Ficou em quinto lugar, mas houve quem dissesse que a sua morenice brasileiríssima tinha muito mais estampa do que a da primeira colocada. Deveria ser verdade, pois, em 2013, a sua beleza ainda não estava esquecida pelos especialistas maravilheiros. Tanto que o coordenador nacional do Concurso Miss Mundo Brasil, Henrique Fontes, feza questão da presença dela no evento.
Reprdução de sheillamartins.com.br

Natália até topou, mas passados quase 1.100 dias da sua participação no Miss Brasil, ela estava muito mais para o esporte, como atleta do vôlei de praia e de quadra, e correndo atrás do pagamento de suas contas no final do mês, trabalhando como modelo/manequim e estuando Administração, após se graduar em Turismo. Mesmo assim, ficou entre as 10 semifinalistas (10ª colocada) entre 37 participantes.   


Reprodução de sheillamartins.com.br

Nascida na paraibana João Pessoa, no primeiro de janeiro de 1988, Natália é filha do engenheiro civil Marco Antônio Lima Mota Alves e da arquiteta Flávia Giangiulio Taveira. Ser profissional do vôlei não foi novidade em sua família. O avô materno dela, Célio Taveira Filho foi o maior goleador do futebol do Vasco da Gama durante a década-1960 e atuou do lado de Pelé na Seleção Brasileira. Além de ter sido um os maiores ídolos do uruguaio Nacional, de Montevidéu. De sua parte, Natália  conquistou várias medalhas, entre elas as de prata dos Brasileiro Sub 21 de Vôlei de Praia, Vice; do Brasileira Juvenil Indoor; do Paraibana de Vôlei (em quadra); Destaque do Ano, da Federação Paraibana de Vôlei Indoor e medalha de ouro os Jogos Escolares do Colégio Hipócrates.
Reprodução de sheillamartins.com.br


Reproução de naty-taveira@








domingo, 28 de agosto de 2022

A BELA, BELÍSIMA DO DOMINGÃO - JUJUZAÇAÇA

  - 1 - Juliana Góes foi uma das musas vascaínas durante os concursos promovidos pelo Globo Esporte, da TV Globo. Nascida na bela cidade paulistas de Santos, ela acompanha o time da Colina desde 2006. Ju trabalha como modelo comercial e é jornalista, inteligente e de uma morenice que encanta os gringos. Uma vascainíssima lindíssima. Confere?


Juliana Goes was one of vascaínas muses during competitions sponsored by Globo EsporteTV GloboBorn in the beautiful city of São Paulo Santos, she accompanies the team since 2006 Juliana Hill works as a business model and is a journalista morenice intelligent and charming the gringosA beautiful vascainissimaGives?

2 - O Kike viu a modelo Juliana Goes em www.flogao.com.br e o agradece pela reprodução da foto, afinal o que é belo é para ser admirado pela galera cruzmaltina, principalmente as morenaças nota 10, brasileiríssimas. Valeu!

This is the beautiful, beautiful, goddess Juliana, that the "Kike" saw at dawn today at www.vascoamoreterno.com.br     She has an eternal love for the Vasco das Gama Regattas Club, as a smart and tasteful woman who is, and the Vasco fancies devote all their admiration to her, a competent and very hardworking model.       The glorious Juju has already appeared here on other occasions and is always welcome. After all, beautiful woman has all rights.

quarta-feira, 24 de agosto de 2022

A BELA, BELÍSSIMA ENERGÉTICAÇA JAMJAM

A belíssima musa da torcida vascaina foi registrada porJamila Sandoro, é modelo e está reproduzida de www.musas10.com.br. Ela trabalha bastante, em várias frentes, entre aoutras, como modelo fotográfica e lutadora. Fora dos ringues, a garota não mete medo em ninguém, pois é uma doce figura, adorada por todos os amigos e colegas de profissão. Agradecimentos deste blog não comercial pela reprodução da imagem. 


 

domingo, 21 de agosto de 2022

MENINA LINDA SEM BONECA

                                                         GUSTAVO MARIANI

 Ketely não conseguia acompanhar as coleguinhas da escola, indo para o recreio das 10 da manhã, por andar muito devagar – usava uma muleta no braço direito, devido problema na perna do mesmo lado. Por ser vagarosa, era sempre alvo de gozações. Não raro, os meninos escondiam os seu objetos, depois que ela ultrapassava a porta da sala de aulas. Era uma farra vê-la, como uma barata tonta, à procura de suas coisas.

 Certo dia, Ketely chegou à escola sem livros, cadernos e lápis. Quando a professora cobrou-lhe, disse que tudo havia sumido de onde sentava-se, na véspera, após ir ao recreio. Imaginava que alguém os havia esondido. No entanto, a mestra não olhe deraouvidos, preferindo achar que ela os perdera, por falta de cuidado. E proibiu-lhe de frequentar as aulas, enquanto não se apresentasse com o material escolar.      

 Ketely contou à mãe do que lhe acontecera, mas esta não tinha dinheiro para comprar nada além do que fosse o suficiente para não passarem fome. Moravam em Brasilinha de Goiás, com a mãe trabalhando no “se vira” da venda de tapioca, frutas, etc que ela comprava em um supermercado pra tentar vender por um pouquinho a mais pelas esquinas da cidade.

Naquela situação, Ketely passou a acompanhar uma tia que pedia ajuda ao povo na Avenida W-3 Norte de Brasília, do lado do Setor Hospitalare. Conseguiam carona às seis das matina e, pouco depois das sete, já estavam pelos gramados e semáforos da área mendigando. A mãe e a tia, que sempre tiveram empregos, juravam que, após a chegada da pandemia do Coronavírus-19, nunca mais conseguiram nada. Tinham que se virar, como fosse possível. Daquele jeito, Ketely amanhecia o dia com fome, e, o máximo que obtinha para quebrar o jejum era um pirulito que lhe oferecia um sujeito que se vestia de Homem Aranha para vender bugingangas pelos mesmos semáforos da área em que ela frequentava.

Ketely, no entanto, não tinha velocidade na pernas para dfazer pedidos, pelos semáforos, uma ajuda para comprar materiale escolar. A tia, com o que juntava, separava um pouco para ver se conseguiria ajudá-la a voltar para a escola.


  Certa manhã de uma quinta-feira, passsando por onde Ketely e a sua tia mendigavam, um repórter que passava pela área, viu o Homem Aranha se virando naquela sua labuta. Parou no estacionamento mais próximo, desceu do carro e foi conversar com o cara, com o qual fez interessante matéria, mostrando como o brasiliense desempregado se virava pelas ruas da capital do país em tempos de pandemia. Após o papo, ele caminhou até onde viu uma garota com muletas, debaixo de sol ardente. Aproximou-se dela, puxou papo e a menina contou-lhe porque estava por ali. Ele prometeu-lhe levar-lhe o que lhe tirara da escola,  clicou fotos dela e disse-lhe que iria contar o seu caso pelas páginas do jornal.

 Chegado à redação e falado sobre a garota de muletas, o repórter foi proibido, pela Chefia de Reportagem, de escrever qualquer coisa sobre a menina, pois a Secretario de Educação não iria gostar, e o diário, que contava com publicidade do Governo, poderia perder o subsídio.

 Poucos dias depois, o repórter voltou ao final/início da Asa Norte, levando o matereialescolar que prometera a Ketely, que pôde, então, voltar pra escola. Por lá, durante um dos recreios das 10, ela contou às amigas que iria sair no jornal, porque  o repórter ficara emocionado ao vê-la se arrastando-se com uma muleta debaixo do sol quente. Uma das colegas, quase sua vizinha na quadra onde residiam, disse que “queria, também, sair no jornal”, e perguntou-lhe como poderia fazer pra ter a mesma sorte.

- O repórter disse que ele passa por todos os lugares – Ketely respondeu.

- Então, me empreste a sua muleta, amanhã à tarde, e vamos pra avenida ver se ele passa e me fotografa. Se ffizer isso e me colocar no jornal, lhe dou uma boneca – um sonho que Keterly nunca conseguira tornar realidade.

 Ketely, a colega e um irmão desta, de 11 na idade - elas duas  tinham 10 – foram para a avenida, conforme o combinado. A colega usou a sua muleta, ficaram por ali durante quase duas horas, e nada de o repórter aparexcer. Chateada, a menina chamou Ketely por mentirosa e atirou a muleta em cima dela, acertando o seu pé direito e fazendo-a chorar, de dor. De quebra, no dia seguinte, espalhou o acontecido entre as colegas de colégio e, durante o recreio, formou uma roda, com Ketely no meio, para fazê-la ouvir os gritos de “mentirosa, mentirosa, mentirosa”, contando com a ajuda dos meninos.

 Pelos dias seguintes, Ketely não queria mais sair para o recreio, por causa do coro de “mentirosa” que era obrigada a ouvir. Em um sábado, quando ela estava pelos gramados do final/início da W-3 Norte, acompanhando a tia, o repórter passou, a viu, parou e foi conversar com ela, que contou-lhe da humilhação que sofria dos colegas porque contara que iria sair no jornal.


- Não se preocupe. Mudei de emprego e, no jornal que estou agora, será mais fácil aprovar as minhas pautas. Dias depois, ele levou-lhe a matéria com foto dela no jornal. Na segunda-feira, Ketely o apresentou às colegas de escola que a chamavam por “mentirosa”. Mesmo assim, foi colocada na roda. A menina que comandava os gritos de “mentirosas, mentirosa, mentirosa” rasgou o jornal e atirou os estragos sobre a sua cara. Ainda, a empurrou, fazendo com que a muleta, durante a sua queda, batesse em sua testa. Ketely voltou a chorar de dor. Mas, nuca mais, ninguém a chamou por “mentirosa”.

Passadas 15 viradas de calendário, Ketely era uma das jornalistas mais respeitadas de Brasília. Cumprindo pauta investigativa sobre malversação de fundos públicos no Governo de Brasília, ela constatou que uma das “colarinhas brancas” que descobrra era,exatamente, aquela sua antiga colega que a maltratava na escola e, então, comandava uma das principais secretarias de Estado no Distrito Federal. Marcou entrevista com a tal, apresentou-lhe todas as provas sobre as suas más ações e, após a moça pular pra tudo quando era lado, tentando fugir dos fatos, ouviu dela a súplica de poupar-lhe de denúncias. Até ofereceu-lhe suborno para não escrever nada contra ela. Ketely olhou-a no fundo dos olhos e respondeu-lhe:

- Não posso deixar de denunciar o que é verdade. Não sou mentirosa!


quinta-feira, 18 de agosto de 2022

OS LOBINHOS DO LAGO - UMA AVENTURAÇA COLORIDA PELO POR DO SOL BRASILIENSE

  Quem quiser assistir belíssimo por do sol à beira do Lago Norte, por volta das 17h30, basta ir à EQL (entrequadra) seis. Pr aquele horário, o “astro rei” vai sumindo e colorindo um espelho d´água que permite fotos incríveis. Pra completar o cenário, “lobinhos” aprontam por ali. Mas não animaizinhos uivantes e perigosos. São garotos/garotas, de 6 a 10 de idade, integrantes do Grupo Escoteiro Lis do Lago, que se reúnem para “verdadeiras aventuras”,  entre as 15h e as 18h30 de todos os sábados.

  Mais desenvolvidos do que os “lobinhos” há os já classificados por “escoteiros”, na idade dos 11 aos 14. Estes já começam a paquerar as meninas, se bem que um deles jura que elas os paqueram muito mais: “Foi ela (de 13) quem me pegou” garante um garoto, de 14, pedindo para não citar o nome, por vergonha dos pais (dele e dela). Alliás, vergonha foi o que o hoje engenheiro civil Lúcio e a geóloga Camila não tiveram. Namoraram, como escoteiros, e hoje são casados e colaboradores da unidade do 15º grupo do DF.

 Uma das “aventuras” mais curtidas pelos “lobinhos” é vencer um labirinto de barbante. “No começo, me enrolava toda. Agora, estou melhor”, garantiu Alice, de 10. “Ráááá!”, gritava Gustavo, de 9, exibindo-se muito, após sair do labirinto saudado pela menorzinhada. “Ele já é grandão. Vocês vão fazer, o mesmo”, alentava o instrutor, para animar a turminha que curtia o desembaraço do “grandão” que só é (um pouco)  menor do que Aurora, de 10, em seu grupo. “Eu, também, consigo vencer o labirinto”, faz questão de afirmar a Aurora.

                                             Aurora na flor dos 10 de idade

No instante do lanche (sanduíches e refrigerantes), a garotada de grupamentos mais velhos se junta de forma generalizada. Já os “lobinhos” formam mais grupinhos entre os “mais chegados”. Catarina e Maria Clara, ambas de 9, não se desgrudam e brincam: “Ela é a minha falsa amiga/Ela é que é a minha falsa amiga”. Mas se igualam em uma opinião: “Tudo aqui (no Lis) é legal”. Opinião, também, de Gustavo Dalla Costa Mariani (foto), que elas acham “um menino legal” e que conta uma “aventuraça” de noite de acampamento: “Fomos passear na floresta (na verdade, no meio de arbustos à beira do Lago) e protegi as meninas com a minha lanterna. Ninguém ficou com medo de lobisomem e nem de fantasmas”.

                                           Gustavo vence o labirinto

 Já distante dos tempos de ter medo de figuras sobrenaturais, Francisco Drumond, de 17, já sente pavor é da proximidade dos 21, quando terá de deixar o escotismo. “A gente faz muitos amigos, a amizade cresce”, afirma o garoto, exibindo uma barba ralinha e saudando Amélia Pagano, com um animado “Ôi, Chefe!”, no momento do lanche.

 Amália é a chefe geral do Lis. Está por lá desde 1993, quando foi à procura de matrícula para uma filha e teve de passar quase mil dias à espera de vaga. Frequentando a cena, ela passou a colaboradora e entrou para os grupos de chefias e chegou à diretora. Hoje, é a “Poderosa Chefona”, como brincam os colaboradores. “Formamos uma família” diz Amélia, que não interage com a garotada, só com os chefes de grupo. Brincalhona, ao ser solicitada uma entrevista, saiu com esta: ‘Preciso pedir permissão à Rede Globo (alusão à TV Globo de muitos astros).

Por falar em chefes citados acima pela Amélia, a Camila Bastgos Pohren, que começou a namorar o Lúcio, aos 15 de idade, é, hoje, chefe da Alcateia Vermelha, dos “lobinhos”. Ela conta uma historinha interessante: “Certa tarde, de repente, caiu um chuvão de tocar o terror,  e toda a garotada correu pra dentro da sede (do grupamento). Como garotos não param de falar, o ambiente ficou uma loucura. Uma garotinha, de 6 da idade, em seu primeiro dia conosco, apavorou-se. O pai, um alemão que não falava uma palavra em português, apavorou-se ainda mais, por não ver a esposa brasileira e sua tradutora no meio de umas 150 pessoas. Quando o chuvão começou a diminuir, a garotada foi fazer a maior bagunça na lama. A menininha sorriu e quis ir pra lá, também. Foi, com um aliviado pai, e gostou tanto da bagunça, que até hoje está conosco, sem faltar uma dia”.

Camila namorou e casou-se com o Lúcio 

O movimento escotista surgiu, em 1907, quando o inglês Robert Stephenson Smith Powell  - adotado Baden-Powell, 12 temporadas depois – promoveu um encontro entre 21 rapazes com 12 aos 16 de idade, na ilha de Brownsea, e ensinou-lhes várias habilidades, entre elas primeiros socorros e técnica de se dar bem na mata. Ao Brasil, a moda foi trazida pelo próprio Baden-Powell, em 1909. Em 1916, para não deixar os “pirralhinhos” de fora da onda, ele criou os “lobinhos”, baseado no livro “Mowgli, o Menino Lobo”, escrito pelo seu amigo Rudyard Kipling.

 O Lis do Lago, além dos “lobinhos” (6/10) e escoteiros (11/14), divide a moçada, ainda, em sênior (15/17) e pioneiros (18/21), e cobra R$ 75 reais por mensalidade – contatos por (61) 98196-4336. Os grupamentos reúnem 24 lobinhos; 32 escoteiros; 24 seniors/guias e 24 pioneiros, misturando meninos e meninas, com cada seção tendo um chefe e assistentes que variam pelo número de garotos/a cheios de energia, como Alice.

                                                Alice no "País dos Escoteiros"

 Diz a “Poderosa Chefona” Amélia: “Nós oferecemos várias atividades atraentes e progressivas, como excursões, jogos, acampamentos, aprendizagem de técnicas úteis e serviços comunitários, entre outros. Os orientadores são preparados por cursos para ensinaram valores fundamentais que valorizem a vida em equipe e o aprendizado pela prática”. E finaliza, com mais uma brincadeira: “A Rede Grôbo autorizou e eu ‘falou’. Tamos conversados?” – mais do quê!   


                                               Amélia, 'chefe-chefe' muito brincalhona 

Publicado, também, pelo Jornal de Brasília de 17.08.20227 ( quarta-feira)

https://jornaldebrasilia.com.br/brasilia/lobinhos-do-lago/