sexta-feira, 6 de janeiro de 2023

MARLI, PIONEIRA NO MICROFONE ESPORTIVO

Durante a Copa do Mundo do Katar-2022, os telespectadores brasileiros tiveram a primeira mulher a narrar jogo, pela TV aberta – Renata Silveira – e a primeira a comentar uma final da competição - Ana Tahís Matos – ambas, pela TV Globo. No entanto, desde 15 de junho de 1971 que elas já se aventuraram “colocar a boca nas latinha”, usando a Rádio Mulher, de São Paulo, para transmitir bola rolando. A pioneiríssima foi Zuleide Ranieri, contando São Paulo 2 x 0 Poprtuguesa de Desportos, amistosamente, no já demolido estádio do Palmeiras, o Parque Antártica. Por ali, também, pioneiraram Germana Carilli (repórter de campo) Claudete Troiano (repórter/narradora), Jurema Yara e Leilah Silveira (comentaristas de jogo) e Léa Campos (comentarista de arbitragem.

Tempinho depois, elas fizeram a primeira transmissão internacional, pela Copa Roca, disputada por Brasil x Argentina - 1 x 1, em 28.08.1971, e 2 x 2, em 31.08.1971, com título dividido -, e estiveram presente no início do primeiro Campeonato Brasileiro de Futebol-1971. Foram cinco temporadas de atuação feminina no rádio esportivo, com a equipe da 930-AM formada mais por elas, da motorista à técnica de som.

                                   Marli camisa 12 tetracampeã carioca-1963

No entanto, a primeira vez delas na “latinha” já faz 57 temporadas. Foi na data de hoje – 6 de janeiro de 1964 -, às 20h30, quando estreava no rádio a primeira mulher brazuca a falar muito da vida dos outros (atletas). Chamava-se Isaura Marly Gama Álvares e era, também, jogadora de basquetebol – chamada só pelo segundo nome.

 Esta história começou por um ‘acasão’.  Marli (como a imprensa escrevia) assistia jogo de vôlei entre Hebraica x AABB, quando  a Emissora Continental-RJ convidou-lhe para comentar o embate. Encarou e agradou. Pouco depois, lhe propuseram juntar-se a Valter Alves na apresentação do programa “Cortadas e Bloqueio”, das segundas às sexta-feiras, com notícias do voleibol carioca, e participação em comentários televisivos de jogos de basquete. Assim, de uma so tacada, Marli fazia “rádio-vôlei -  também, secretariou o apresentador Clóvis Filho no programa “Casa do Esporte às Suas Ordens” -  e TV-basquete”. Se quisesse, a Emissoras Continental poderia tê-la comentando muito mais modalidades, pois ela se dizia capaz, por ser uma superatleta que havia praticado (ou praticava) atletismo, arco e flecha, basquete, natação, tênis de mesa, remo e saltos ornamentais, o que lhe já lhe rendera 250 medalhs e 15 trofeus.

                     Na "mesa da verdade," falando dos colegas de quadra 

 Os comentários da atleta botafoguense Marli, por rádio e TV não criaram problemas para ela com as colegas de quadra. Estas entenderam o seu papel como profissional do microfone e que eram sensatas as suas críticas. Fora da TV/Emissora Continental, Marli trabalhava, há sete viradas de calendário, no Serviço de Publicidade do IPASE –Instituto de Pensão e Aposentadoria dos Servidores do Estado. Nascida pernambucana, em 9 de agosto de 1934, ela está com 88 nos costas, tendo começado a sua vida esportiva aos 17 de idade. Como voleira, foi cortadora (atacante) e vestia a camisa 12 do Botafogo e da Seleção Brasileira, pela qual conquistou a medalhas de ouro dos Campeantos Sul-Americanos de 19651 e 1961. No basquete, usou a camisa 8 do escrete nacional, ganhadora do ouro do Sul-Americano de 1954/58/65.

domingo, 1 de janeiro de 2023

O DOMINGO É UMA MULHER BONITA - ABERTA A TEMPORADA DE CAÇA À GRANDE PRIMEIRONA

 

A Bíblia conta suas histórias,
 também,em quadrinhos
 Imaginemos que você tivesse entrado pelo túnel do tempo e aparecido diante de sua professora do segundo grau primário, em aula de religião, e esta lhe perguntasse: “Qual foi a primeira mulher deste planeta?” Naturalmente, você responderia o que os seus pais lhe ensinaram: Eva. E ouviria: “Certo! Certíssimo!  – errado, se você interpretar o que está escrito na Bíblia.
 Pra começo de conversa, Eva nem tinha muito moral no Gênesis, o primeiro livro  judaico-cristão do Antigo Testamento. Ela é citada só por duas vezinhas, assim mesmo chamada por “mulher”. 
O redator leva a crer que não passou de “vice”, cabendo o título de “primeirona” para Lilith, que teria sido criada, também, do barro, na mesma sessão em que o “Criador” incluiu o homem. Diz o Gênesis 1:28: “E Deus os abençoou e lhes disse: frutificai, multiplicai-vos e enchei a Terra” - Eva só pinta no segundo capítulo, criada a partir de uma costela de Adão. 
  Quem foi a primeira mulher terráquea é jogo duro. Digamos que até mereceria palpite duplo em uma hipotética Loteria Esportiva do Jardim do Éden. Se Lilith vai para o placar bíblico via citação explícita, em Isaías 34:14, Eva leva a contenda para a coluna do meio, em cima do muro, pela lembrança de Paulo, em Coríntios 11.3.
 Lilith, no entanto, pode recorrer ao tribunal de justiça dessa porfia, alegando ter a Bíblia sido escrita, por 40 escribas, entre 1.500 antes e 90 depois do glorioso Jesus Cristo, quando ela já rolava pela boca do povão da Mesopotânia, estrelando um poema épico.  Eva, porém, pode tentar impugnar tal pleito, sob a alegação de que a concorrente não passava de um demônio, em A Épica de Gilgamesh.
 Nesse ponto, caberia a Lilith defender-se sob o ponto de vista de que estaria tudo em casa. Afinal, futuramente, depois de Eva ter comido e induzido Adão a comer do fruto proibido no paraíso, como seu horóscopo previa, ela seria considerada um demônio” pelos homens. Realmente, deu no que deu: ela vem, desde lá pra trás, fazendo os caras perseguirem as suas coisas – tenazmente!
 Complicado, não é mesmo? Mas há saída para tudo. Lilith não estava informado de que, futuramente, os descendentes de Adão inventariam os advogados, e Eva teve um bom, no Papa Paulo III, que, no Concílio de Trento, no Século 16,  mandou Lilit virar coruja, pois, para ele e os participantes de um rolo que durou 19 temporadas, Eva deveria ser “o cara”. 
Reprodução de www.codigodabiblia.com - agradecimento
Lilith e Eva foram fêmeas com e sem uso diversificado de suas “máquinas sedutoras”. Enquanto a primeira, conforme escritos antigos, teria negado fogo a Adão, e nem aceitado o seu comando, a outra comportou-se como uma autêntica “outra”.
 Pois é! A danada da Eva prestou, o quando pôde, favores sexuais a Adã, desrespeitando normas bíblicas, de que a mulher deveria seguir virgem até o casamento - o que, por sinal,  não consta em nenhum cartório de registros civis por onde ela e o, indiscutível, primeiro macho passaram. 
Por isso, a Bíblia tem em Maria o máximo do máximo da mulher. Eva, pelo inserido no contexto, não é modelo para nenhuma delas.               

domingo, 13 de novembro de 2022

DOMIGO? DIA DE GATA BONITA - DE ARREPIAR!

 Beleza de arrepiar. Torcedora que leva muita energia à galera do glorioso Almirante. Menina inteligente e trabalhadora, que maraca duro no dia-a-dia da labuta, cmo como todas as vascaínas de sua idade. Beleza de elite, em todos os sentidos, pois na bola o Vasco da Gamestá de volta à Primeia Divisão do futebol canarinho. E, com toda a certeza, ela estará lá, empurrando a moada para a frente dso placar.   

Foto reproduzida de www.netvasco.com.br e de esporte uol.com.br
 agradecimento

sexta-feira, 11 de novembro de 2022

BELAS DO DIA - SUPER-SUPER-CRUZMALTINAS

 

O site www.esporte.terra.com.br fez um belíssimo ensaio mostrando as energéticas e lindíssimas torcedoras que foram levar uma forças ao seu time durante as finais dos campeonatos estaduais-2014. Veja com que garra esta vascaína torceu para a "Turma da Colina"! Pena que o homem do apito tirou o título do "Almirante", para entregá-lo aos rivais rubro-negros, o que, aliás, já é uma tradição. Leia matéria publicada no dia 30 de maio passado – Flapitaço contra o Vasco – e veja o quanto a moçada já foi garfada no apito, decidindo contra o "Abutre". O "Kike" gostou muito do ensaio do www.esporte. terra.com.br, que só não citou o nome do fotógrafo e nem da fotografada. Se bem que isso é difícil, pois ele usou uma lente de aproximação e não teria como ir té a bela perguntar pela sua graça. Mas, se algum torcedor cruzmaltino conhecê-la, nos informe, para termos a sua graça citada. Combinado?


quinta-feira, 10 de novembro de 2022

MEU NOME É GAL! ASSIM SE APRESENTVA A MINHA VENDEDORA DE DISCOS LÁ NA BAHIA

 Comprei todos os discos dela e muito me vendidos diretamente por ela. Só não comprei com ela os que foram cantados por ela

                              REPRODUÇÃO DO ARQUIVO DO JORNAL DE BRSÍLIA              

 Carto dia, surgiu um sujeito, em minha terra, na Bahia-Oeste, pra montar um cinema. Tratou de tudo, menos de legalizar a coisa. No dia da estreia, ele recebeu a visita de um agente da Prefeitura Municipal, convidando-o a visitá-lo e a pagar a taxa de instalação do negócio. Desconcertado, o homem o indagou: “Quem é o senhor?”. E ouviu: “Meu nome é Gal!”

Algum tempo depois, eu estava na Feira do Disco, a mais importante loja musical da Bahia, na Praça da Sé, e era atendido por uma moça educadíssima. Quando eu ia embora, de tão encantado que ficara pela sua meiguice, indaguei-lhe pelo seu nome. E ela respondeu: “Meu nome é Gal”.

 Então! O primeiro Gal da minha vida fora um secretário de finanças municipais, Gaudêncio Serbeto; o segundo, uma balconista de loja de discos, Maria da Graça Costa Pena Burgos. Eu ia muito na Feira dos Discos comprar os compactos simples (de vinil) dos últimos lançamentos do iê-iê-iê daquelas metades da décadas-1960 de Salvador. Num dos sábados, quando a loja lotava para a moçada gastar a sua mesada comprando discos de Roberto, Erasmo, Renato e Seus Blue Caps, The Brazilian Bitles, Jerry Adriani, etc o gerente das casa, o Seu Edvaldo, avisou que a “Maria da Graça iria participar de um show, pelo final da tarde, no Teatro Vila Velha”. 

                                                REPRODUÇÃO DO TWEET @juliana GRITA 

Gal e a amiga Maricotinha que virou Maria Bethânia 

O Vila, como os baianos o chamavam, era um prediozinho mixuruca, na Avenida Sete, perto da Praça da Sé. Com certeza, a Gal deve ter encerrado o seu expediente daquele sábado e caminhado até o dito cujo, para participar do show. Por aquela época, os cantores e conjuntos (hoje, bandas) iniciantes da Bahia, além do Vila, poderiam se apresentavam, também, no Cine Teatro Nazaré, durante as Sabatinas da Alegria, transmitidas pela Rádio Sociedade da Bahia e a TV Itapuan.

 E rolou o show. Quase caí ao chão, impressionado pela voz meiga, macia, da minha vendedora de discos. Nunca ouvira um timbre daqueles, tão agradável. Até então, o que as rádios da Bahia tocavam eram cantoras de peito vibrante, voz forte, como Ângela Maria, Helena de Lima, Rosana Toledo, Elza Laranjeira, Isaurinha Garcia, já bem rodadas. Da turma jovem, Wanderléa, Martinha, Vanusa, Rosemary e Nara Leão não emplacavam muito entre a juventude baiana. A italiana Rita Pavone, com a sua gritaria graviníssima, emplacava bem mais. Até ficar bem menos depois que a Gal apresentou naquele seu primeiro show no Vila a sua grande amiga Maricotinha. Quem? Maria Betânia (no futuro), para todo o país, e Beta, para os baianos.

 Como a amizade de Gal com a Beta era grande demais, a primeira gravação da ex-balconista de loja de discos foi estreia discográfica de Maria Bethânia, em 1965. O primeiro compacto teve “Eu vim da Bahia, de Gilberto Gil, e “Sim, foi você”, de Caetano Veloso, lançados pela RCA, atual Sony/BMG). Evidentemente, os comprei, na Feira dos Discos, onde uma lei da Bahia (toda Maria das Graças é Gal) só não valia para Seu Edvaldo, que falava para a sua freguesia: “A Maria da Graça está arrasando”.

Depois que tornei-me jornalista, por conta da Gal, cometi uma das maiores incompetências da minha carreira: nunca procurei saber se a empregada Maria da Graça Costa Pena Burgos pedira demissão da Feira dos Discos, ou se, um dia, não aparecera mais para trabalhar. Jamais saberemos, pois as loja  não existe mais

Em 1968, vivi o meu último tempo de moradia na Bahia. Ainda tive temo de comprar, na Feira do Disco, evidentemente, o LP (disco de vinil com 12 a 14 músicas) “Tropicália/Panis et Circenis”, da qual a Gal participava. O comprei, diretamente, das mãos do Seu Edvaldo. Por aquela mesma temporada, ela gravou o seu primeiro disco solo, mas que o selo Philips só lançou em março de 1969, quando eu já residia e o comprei em Brasília, onde comprei, também, todos os demais que ela gravou – todos mesmo, sem faltar um. 

De uma otua vez, novamente, por casua dela, vivi a mais incrível história da minha vida de rapaz namorador, ali pelos meus 23 de idade. Eu era apaixonadíssimo pela minha prima Cláudia, que era, também, fanzaça da Gal. Assistíamos a um programa de TV, algo como uma retrospectiva do Tropicalismo. Lá pelas tantas, o narador falando dos “desbundados baianos" – leia-se "porraloquices" - e aparecia a Gal sentada em um banquinho, tocando violão e cantando com as pernas abertas, mostrando a calcinha branca - tempos depois, em uma entrevista, ele me disse estar usando biquini por baixo da roupa.

   FOTOS DIVULGAÇÃO DO SHOW FATAL-1973
  
Uma desbundante posição ao violão

Meu rei! A prima Cláudia ficou indignada e disse-me: “Gosto muito da Gal, mas não se assanhe muito, não, viu!”. Dias depois, quando ela estava de volta para a Bahia, presenteei-lhe com toda a minha coleção de LPs da conterrânea.  Achei que eu estava arrasando. Mas não foi que a moça reclamou a falta de um! Faltava, mesmo, o que trazia na capa corpo do umbigo para baixo e um biquinininho vermelho - baianíssimo tropicalíssimo! Dentro do álbum, havia foto da Gal com os seios à mostra, sobre o qual consegui um autógrafo, tempos depois. 

A prima-namorada jamais conseguiu confiscar-me, em quase 20 yeasr de namoro, o tal do LP da Gal sexyssima. Nem a minha mulher - casei-me com uma outra. De vez em sempre, o escuto, em minha radiola, como os baianos chamam aparelho de som, e a minha parcera pergunta. "Porque você gosta tanto deste disco?" - ou não seria da capa do disco? Pena que o álbum não tenha Meu nome é Gal, pra eu disfarçar em melhor nivel sobre a minha música a predileta - predileta, também, em parte, por causa do Seu Gal, a fera das finanças públicas municipais.

                                                        CAPA DO LP ÍNDIA-1973 




                    

domingo, 6 de novembro de 2022

O DOMINGO É UMA MULHER BONITA - FILHINHA

 Vascaína, entre 1936 a 1938, Piedade de Azevedo Coutinho da Silva Tavares foi uma das maiores nadadores brasileiras.

Carioca, nascida em 2 de maio de 1920, viveu até 16 de abril de 2007. 
 Em 1938,  foi capa da revista Sport Ilustrado. Abaixo a sua foto, como vascaína, no site do Hall da Fama - www.hfnb.com.br 

 Se fosse treinada nos dias atuais, muito provavelmente, a nadadora carioca Piedade Coutinho estaria entre as primeiras do planeta. Pena que a natação desse país fosse tão rudimentar. Para se ter uma ideia, já tendo boa experiência internacional, ela foi avisada, em cima da hora, de que deveria ir a Buenos Aires disputar os Jogo Pan-Americanos. Sem preparo algum, foi e voltou com a medalha de bronze dos 400 metros e nos 4 x 100 metros livres, enfrentando adversárias de 21 países, já com 31 de idade.

Era 1951 e, só então, Piedade Coutinho, apelidada por "Filhinha", sentia-se sabendo dominar a água. Até então, lutava contra o meio líquido, gastando energia para vencer a sua resistência. Faltava-lhe treinadores capazes de ensinar-lhe deslizar, flutuar na piscina, com facilidade. O que não a impediu de chegar a  três finais olímpicas.

 Levada para as águas pelo treinador Irineu  Ramos Gomes, em 1934, quando o Clube de Regatas Guanabara surgia, ela estreou no Campeonato Brasileiro de 1935, aos 15 de idade. Pelo mesmo período, disputou o Campeonato Sul-Americano, no Rio de Janeiro, o primeiro com participação feminina. Por ali, o Brasil só tinha uma mulher fera na água, Maria Lenk que, em 1932, fora a primeira sul-americana a disputar os Jogos Olímpicos - estava, ainda, desenvolvendo nado peito, tirando os braços da água, para dar origem ao nado borboleta.

 Durante os Jogos de Berlim, em 1936, aos 16 de idade, a “Filhinha” tornou-se a primeira brazuca finalista de uma prova olímpica em piscinas. Voltou com o quinto lugar dos 400 metros livres, no tempo de 5 minutos, 35 segundos e 5 décimos, marca só superada por brasileiras - Joana Maranhão, em 2004 – 68 temporadas depois. Entusiasmado pelas braçadas daquela menina terrível, o jornal O Globo publicou, com ela, a primeira telefoto de um diário noticioso brasileiro.

 Em três temporadas, Piedade Coutinho cravou (1937) a terceira melhor marca mundial dos 400 m livres. Em 1938, batia dois recordes sul-americanos em nado livre. Em 1940, quebrou a marca continental dos 500, 800, 1,000 e .1.500 metros livres. Veio 1941 e ela foi ao Campeonato Brasileiro fazer 1m08s5 nos 100 metros livres, um dos principais índices mundiais, mesmo sem ela ser especialista na prova, o eu valeu-lhe ir às Olimpíadas de Berlim – ainda foi à de Helsinque-1948, na Finlândia. No mesmo 1941, no Sul-Americano de Viña del Mar, no Chile, só ele totalizou 50,5 dos 174 pontos somados pela equipe feminina brasileira campeã.

 Aos 28 de idade, 1941, Piedade Coutinho já era considerada velha para a natação. Então, parou, casou-se e teve um filho. Mas não suportou ser peixe fora d´água. Voltou a nadar, em 1943, e aa ganhar medalhas brasileiras, sul-americanas e quebrando marcas. Foi às Olimpíadas-1948, na inglesa Londres, conseguindo disputar duas finais, terminando em sexto nos 400 metros livre e sexto nos 4 × 100 metros livre, prova na qual havia cravão, antes, 5m20s3, que lhe dariam a medalha de prata, talvez, não obtida devido a dureza das travessia do Atlântico, em navio, quando passou vários dias sem treinar e tendo uma má alimentação. Além do mais, seu alojamento londrino foi muito precário.

 Mesmo com todas as suas glórias internacionais, a que mais emoção transmitiu a Piedade Coutinho foi de uma prova local, a da sua estreia, quando encarou a nadadora mais veloz do Rio de Janeiro, a sereia Jane Braga, do Clube Icaraí. Ela jamais esqueceu de ver a sua mãe atirar o chapéu dentro d´água, quando ela bateu a mão vencedora na bora a piscina. Quem estava presente, não acreditava naquele feito. 

Mais Piedade Coutinho em 16.03.2016, em Belas a Manchete Esportiva




segunda-feira, 31 de outubro de 2022

RAINHA ELIZABETH CHEGA AO MEIA-CINCÃO

 Ascensão da rainha Elizabeth II ao trono britânico completa 65 anos

Gustavo Mariani

Especial para o Jornal de Brasília

A comunidade britânica celebra, neste domingo (5), o 65° ano de reinado de Elizabeth II, que subiu ao trono em 6 de fevereiro de 1952. Aos 90 de idade, Elizabeth Alexandra Mary de Windsor nasceu no centro de Londres, em Mayfair, em 21 de abril de 1926, para tornar-se a monarca mais famosa do seu tempo.

Nestes 65 anos, ela já dividiu os holofotes com 14 primeiros-ministros britânicos; 12 presidentes dos Estados Unidos e oito líderes da extinta União Soviética, além de três presidentes da Rússia. Enquanto isso acontecia, dez papas sentaram-se na cadeira de São Pedro, no Vaticano.

Em 2 de junho de 1953, quando foi coroada, na abadia de Westminster e havia apagado 25 velinhas, Elizabeth II já estava casada – desde 20 de novembro de 1947 –, com o príncipe consorte e primo, em terceiro grau, Filipe Moutbatten, duque de Edimburgo e membro das famílias reais da Grécia e da Dinamarca. Antes de ser rainha, prometeu dedicar toda a sua vida aos súditos, no que se esforçou, diga-se, de passagem, pois tem visto, nos últimos tempos, a sua popularidade girar entre 70% a 80%, dos quais 43% acham que ela atua de forma pragmática para merecer o prestígio.

Uma das mostras de que Elizabeth II cumpriria o que prometera aos súditos foi a sua decisão, durante a II Guerra Mundial (1939-945), de chamar para si obrigações públicas. Alistou-se no Serviço Territorial Auxiliar, como motorista, aos 18 anos de idade, e marcou muitos pontos.

Pela tradição, a rainha Elizabeth II é chefe de Estado e líder da Commonwealth, associação voluntária que reúne 53 nações, a maioria ex-colônias britânicas e mais a africana Ruanda, que juntou-se ao grupo em 2009. Esta amizade conta com três membros europeus; 12 norte-americanos; um sul-americano; 18 africanos; oito asiáticos e 11 na Oceania, o que representa 2, 1 bilhão de almas, ou quase um terço da população mundial devotado à Sua Majestade.

Irmã de Margarida, ela é mãe de Charles, o herdeiro e príncipe de Gales (nascido em 1948); Anne, princesa Real (1950); Andrew, Duque de York (1960); e Edward, Conde de Wessex (1964). A rainha Elizabeth II é filha de George VI e de Isabel Bowes-Lyon. Chamada, familiarmente, por “Lilibeth”, ela era a terceira na linha de sucessão ao trono, atrás de seu tio Edward VIII e do seu pai. Reside no palácio de Buckingham desde 1937, quando o pai foi coroado rei, sucedendo ao tio Edward, que trocou a coroa pelo casamento com a divorciada norte-americana Wallis Simpson.

Aos 65 anos de trono, a rainha Elizabeth II não é a pessoa com mais tempo nesta glória, que está registrada em nome de Bhumibol Adulyadej, rei da Tailândia, que passou 70 anos reinando. No entanto, como desfruta de boa saúde e sua mãe viveu por 101 anos, tudo leva a crer que o caminho está aberto para a avó de oito netos e bisavó de dois chegar à liderança desse quesito. Logo, vida longa à Sua Majestade. God save the Queen!