domingo, 19 de junho de 2022

A GAROTA QUE DESISTIU DE DESISTIR

  Conta a história dos primórdios do futebol no Brasil, quando a modalidade era coisa de elite, que as lindas moças casadoiras das boas famílias cariocas iam aos “matches” levando lencinhos que os torciam à media em que as coisas se complicavam para os seus irmãos, primos, namorados ou noivos dentro do gramado. E não iam além disso.

 Hoje, as mulheres vivem o esporte sendo, gandulas, médicas, nutricionistas, psicólogas, preparadoras físicas, dirigentes, atletas, o que pintar. Neste último caso, tivemos Patrícia Amorim, uma antiga nadadora que chegou a presidente do clube mais popular do Brasil e o de maior torcida mundial, o Flamengo, e Marlene Matheus, eleita para o topo do também clube de maior torcida em seu Estado, o Corithians, de São Paulo. Na segunda metade da década-1950, Dulce Rosalinda tornou-se a primeira delas a chefiar uma torcida predominantemente masculina, a do Vasco da Gama. E, por aí, vai.
AS MULHERES SÃO, também, participantes de grandes catimbas desportivas. Uma delas, durante um prélio dos inícios do futebol carioca, tentou promover a primeira propina a um atleta. A apareceu atrás da linha de fundo e prometeu ao goleiro dar-lhe um beijo, caso ele facilitasse a vitória do time dela.
Em Santa Catarina, rolou o primeiro golpe em concursos de beleza no cenário desportivo nacional. Aconteceu em Itajaí, cidade costeira do Atlântico sul brasileiro e que serviu de porta de entrada para o imigrante eurpeu no Século XIX.
Por lá, durante o primeiro trimestre de 1919, a cidade tinha de pouco mais de 5 mil habitantes e o Clube Náutico Marcílio Dias, reunindo a sua elite política e cultural. A treita foi revelada para leitores da atualidade pelo pesquisador Francisco Alfredo Bran Neto, ao vasculhar as empoeiradas coleções dos jornais “O Commercio” e “O Pharol”.

PELAS RESPECTIVAS EDIÇÕES anuciou-se a escolha de duas madrinhas para embarcações de remo, o que um outro jornal – “A União” – chamou de “yoles”. A senhorita Laura Andrade fora eleita para madrinhar uma delas, enquanto, na outra votação, ficaram igualadas as candidatas Marietta Demoro e Virgínia Fontes, que abriu mão da glória, “para preservar a amizade entre os associados”. Pouco depois, Marietta fez o mesmo.

Diante do impasse, a diretoria marciliense marcou uma nova sessão eleitoral, tentando eleger uma terceira jovem. Foi quando Marietta desistiu de desitir e mandou tocar o rebu. Ficou com o “cargo” e provocou a ira de quem não gostara da sua reconsideração. Estes abandonaram a associação e fundaram, em 11 de maio de 1919, o Clube Náutico Almirante Barroso, que foi um ferrenho rival do Marcílio, no futebol, até fechar o seu departamento da modalidade, na década-1970 – Marietta arrumou bagunça no remo e a catimba foi parar nos gamados!    

OBS: 1 - Marcílo Dias foi um soldado gaúcho considerado herói durante a Guerra da Tríplice Aliança – Argentina, Brasil e Uruguai x Paraguai. 2 – O Almirante Barroso era portugûes, integrou a marinha imnperial brasileira e levou-a à importante vitória na “Batalha de Riachuelo”, em 1865, reduzindo enormemente a capacidade guerreira paraguaia em águas fluviais.  

 

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segunda-feira, 13 de junho de 2022

AS GAROTAS DAS CHARGES ESPORTIVAS

 

Manchete Esportiva
 As mais antigas revistas esportivas brasileiras, a partir dos inícios do século 20, já usavam a mulheres estrelando as suas charges. Esta, também chamada por cartum, é um desenho humorístico, normalmente, divulgado por jornais e revistas.
 Pela segunda metade do século 20, as mulheres foram muito lembradas nas páginas esportivas cariocas “Manchete Esportiva e “Revista do Esporte”, e da paulistana “Gazeta Esportiva”. 
Elas aparecem, sempre, em “causos” alegres, engraçados, mas, as vezes, em situações em que são “sexyzadas”, como mostram aqui dois traços de Fritz. Ele insinua ter o atacante trocado a cobrança do escanteio pela admiração das pernas da torcedora na arquibancada. A bola ficava lá no “corner”, esquecida, coberta por teias de aranha. Situação parecida ocorre com a mocinha que assiste luta de boxe.
Em um outro desenho, Fritz insinua que mulher de biquini na praia é capaz de fazer nadadores baterem recordes,  para chegarem o mais rápido possível onde elas mostram as suas estampas.
Em 1955, quando o torcedor ainda chorava mais uma escorregada do escrete brasileiro em uma Copa do Mundo, ninguém apostava que o time de 1958 pudesse criar uma nova história para a bola canarinha. 
No entanto, as a turma de Gilmar, Djalma Santos, Bellini, Orlando, Zito, Nílton Santos, Garrincha, Didi, Vavá, Pelé, Zagallo, Joel Martins, Dino Sani, Dida e Mazzola criou.
Revista do Esporte
Por aquela época, o Brasil contava cerca de 65 milhões de almas, das quais só 3% delas - dois milhões - tinham o privilégio de assistir lances dos gols marcados na Suécia, via telejornais cinematográficos e TV, uma semana depois do acontecido. A rapaziada que se virasse com a imaginação propulsionada pela narração dos  “speakers” esportivos das emissoras de rádio.
 Como o torcedor só contava com uma revista de circulação nacional, a “Manchete Esportiva” - do empresário Adolpho Bloch - o humor que viajava longe para divertir o desportista saía do traço de Fritz, abordando as mais diversas modalidades.
 A Copa do Mundo-1958 rendeu bons momentos a Fritz. Por sinal, à época da viagem da rapaziada, ele produziu uma charge em que era obrigado a embarcar no avião que levaria os nossos atletas ao Mundial. Riscava o retrato do descrédito da moçada, devido aos tropeços de 1950 e de 1954.
Gazeta Esportiva
 Pela “RevEsp”, as meninas ganharam muito espaço pelas penas traços de José Cunha Filho e de Jorge Bandão, aqui à sua lateral-direita. 
Eles ilustravam muitas notinhas com elas fazendo a galera sorrir. E quando surgiam chances, as sexyzavam, como no caso aqui mostrado e alusivo a uma miss.
De sua parte, a “GazEsp” trazia belas charges delas, principalmente, pelo risco de Domingo Pace, à sua lateral-esquerda. Veja esta, da de belíssimo mostruário, a dona da bola, esfumaçando o ambiente por um charuto, como era hábito dos cartolas de antigamente. Deixa as vistas tomando conta da situação no gramado.
Manchete Esportiva
Domingo Pace foi ilustrador da “GazEsp” e muito popular, também, graças aos desenhos satíricos publicados pelo jornal paulistano “Notícias Populares”.
 Ele publicou trabalhos, também, pela “Editora Noblet” e chegou a lançar uma revista própria, desfilando várias de suas criações. Entre elas, “Super”, um cracaço de futebol que dava o nome à revista.
Mulheres estrelaram e estrelam charges esportivas, mas não as desenham.
 Na verdade, este é um segmento bastante machista na imprensa brasileira. Sobretudo, em charges políticas.
 Muitos afirmam que elas não se interessam pelo tema, mas colegas homens de redações sabem que traçam situações com a mesma qualidade deles. Falta-lhes, seguramente, prestígio e visibilidade.
Entre as que exibem a sua opinião por charges políticas temos, entre outras, Thaïs Gualberto, Aline Zouvi, Carolina Ito.

domingo, 12 de junho de 2022

MÍSICA DO DIA 

https://www.youtube.com/watch?v=Xy6W--wnKZY


                                                                          

domingo, 5 de junho de 2022

BELAS DE REV ESPORTIVAS - ÁTILA & CARMEM


  Átila reinou no basquetebol carioca, com a sua beleza morena. Além de ser uma grande atleta, dona de uma técnica apurada, encantava a torcida, pelo seu charme. Havia torcedor que ia aos seus jogos sonhando em paquerá-la. Mas Atila namorava com o esporte. A ele dedicava todo o seu tempo. Por isso, era convocação certa quando se formava uma seleção brasileira de bola ao cesto.
Attila ruled in Rio's basketball, with its dark beautyBesides being a great athleteowns an impressive technique, charmed the crowd at his carioquíssmo charm. There were fans who went to their games dreaming of flirting with herBut Attila flirted with the sportThe he devoted all his timeSo it was right call when it formed a national team of basketball.

 Carmem, quando era uma menina muito levada,  bicicletava em disparada e patinava.  Pena que o “Jornal dos Sports” não promovessem ainda os Jogos Infantis. Poderia ganhar um monte de medalhas. 
 Quando, Carmem Sylvia de Sá Peixoto escolheu o arco e flecha e representour a sua faculdade de Direito nos Jogos da Primavera, uma outra promoção do “JS”.  Para ela, a sua modalidade era muito ingrata, pois, "se a mão tremesse, um pouquinho, a flecha desviaria a um quilômetro do alvo, e adeus vitória", queixava-se.
 Além de tentar acertar na mosca, Carmem Sylvia gostava de tocar violão. Fora disso, não passava sufoco por falta de empregada na cozinha. Ia pro fogão, na boa, para sorte dos dois irmãos, um médico e o outro advogado. 
 Mas do que ela gostava mesmo era de saborear o filé com batatas fritas preparado pela mãe.  
Enquanto era fotografada por Jankiel Gongarowski, para o Nº 54 de “Manchete Esportiva”  de 1º de dezembro de 1956, ela contou à repórter Meg que jamais entrava na sala de aula com o pé esquerdo. Por uma certeza: em dia de prova, se cruzasse com um gato preto, a nota serias baixa. No mais, tinha medo de ladrão. Mas quem lhe roubava (muito tempo) era o estudo.

domingo, 29 de maio de 2022

O DOMINGO É UMA MULHER BONITA - A VERA + + DO PLANETA TERRA. "É VERO!"

 As principais revistas brazucas circulavam com capas mais bonitas, estampando a beleza da coroada catarinense.  

Miss Santa Catarina e Miss Brasil-1969, a loira Vera Fischer etampou muitíssimas capas. Mesmo assim, após 43 temporadas brilhanto na telinha da TV Globo, um dia, ela foi convidadas a se retirar da casa, pro conta do vilão da história sendo a forte crise financeira da emissora, que reduzia o seu quadro de empregados, por conta do estrago econômico trazido ao país pela pandemia do novo coronavírusm en 2019: perda de 30% no faturamento, o que, convenhamos, não é mole. "´É vero (verdade), como falam os italianos.
Aos 70 de idade, La Fischer foi (e ainda é) uma das mulheres mais lindas já surgidas por estas bandas brazucas. Atriz muito requisitada, ele protagonizou os papéis femininos principais de novelas de grandiosos sucessos globais, entre eles Perigosas Peruas, Brilhante, Laços de Família, Mandala, Roda de Fogo, Riacho Doce e Amazônia.
No entanto, em sua última atuação - Laços da Vida – duas horas antes do h orário nobre das 21, ela desempenhou papel pequeno, de uma dondo deslumbrada. Talvez, castigo pelas suas rusgas nos bastidores, com a autora Gloria Perez, quando filmava a novela Salve Jorge, em 2012, o que valeu-lhe cinco temporadas de esquecimento. Voltou, em 2018, integrando a turma de Malhação, que reúne iniciantes.
Segundo fontes globais, mesmo tendo sido dispensadas agora, nestes tempos de pandemias, La Bela Vera poderá voltar à sua gela, futuramente, assim que o cofrinho da casa não estiver mais com burra limpa. Quando nada, ficaram abertas as portas para trabalho freelancer, longe dos ganhos de uma estrelaça.
O furacão Vera Fischer aconteceu em 1969, no ginásio carioca do Maracanãzinho, quando ela tinha 17 de idade e a responsabilidade de repetir a baiana Martha Vasconcellos que, na temporadas passada, havia dado ao Brasil o Miss Universo. Para disputar o concurso, então, falsificaram a sua certidão de nascimento e a sua carteira de identidade, pois ela precisava ter 18 nos costados.
Vera Fischer contou, certa vez, que jamais pensara em ser Miss Brasil. Entrara naquilo, meramente, para voar mas asas da liberdade, pois era uma garota que lia muito, usava óculos com graus uma perfeita intelectual, usando blusa pretas com gola rolê. Ser miss era uma afronta para ela, que recusou o primeiro convite. Só encarou o segundo, par sair de Blumenau, ganhar o mundo.    
Eleita Miss Blumenau,Santa Catarina e Brasil, ela afirmou que só assim o seu pai deixaria ela sair de casa. No Maracanãzinho, lembra ter desfilado sem olhar para o júri e sem achar merecedora da vitória, o que credita aquela sua atitude.
Oito temporadas após o sucesso as passarela, ela fez a sua primeira novela – Espelho Mágico -, vivendo uma ex-Miss Brasil e atriz de pornochanchada que tentava mudar de rumos.  

terça-feira, 17 de maio de 2022

'THE ANONIMIMEITE' BELAÇA CRUZMALTINAÇA

              FOTO REPRODUZIDA DE WWW.TORCEDORES DO VASCO.COM.BR 

Quando Henrique Ferreira Monteiro, Luís Antônio Rodrigues, José Alexandre D' Avelar Rodrigues e Manuel Teixeira de Sousa Júnior decidiram criar o Club de Regatas Vasco da Gama, em 21 de agosto de 1898, não imaginavam que teriam torcedoras tão lindas, como esta. Confere?
 O Kike só não cita o nome da bela vascaína porque no site em que a viu, de torcedoras do glorioso Almirante, não constava o seu nome e nem o crédito do fotógrafo. Caso você saiba, nos informe, para as devidas honrarias. 

When Henrique Ferreira Monteiro, Luis Antonio Rodrigues, José Alexandre D 'Avelar Rodrigues and Manuel Teixeira de Sousa Junior decided to create the CR Vasco da Gama, on August 21, 1898, they never imagined that they would have such beautiful cheerleaders, like this. Gives?
The only Kike does not mention the name of the beautiful Vasco, because the site he saw her on the glorious cheerleaders "Admiral" was not in his name, and not the photographer credit. If you know, tell us, to the appropriate honors. They desserve!


domingo, 15 de maio de 2022

O DOMINGO É UMA MULHER BONITA - CONVITE PARA IR À MESA COM CARADÁPIO DA LADY DY

 Quando a princesa Diana  viajava pelo mundo, a embaixadas britânica no país visitado avisa va, bem antes do giro, das preferências culinárias dela.  Em Nova York,  por exemplo, lhe  serviram camarão ao champanhe. O que ela não topava? Carne vermelha. De jeito neh um.

  Quem quis esse agrada-la deveria oferecer-lhe pratos como sopa de agrião e linguado ao molho de e rvas. Frutos do mar era com ela mesmo - principalmente salmão e camarão. Em seu último jantar por este planeta, por exemplo, no Hotel Ritz, em Paris, o prato principal f  oi linguado grelhado - de entrada, aspargos e cogumelos.

 Após sep arar-se do príncipe Charles, a Lady Di passou a frequentar  restaurantes que tivessem  em seus cardápios as suas preferências, caso dos londrinos Bibendum, que colocava risotto com frutos do mar em sua mesa; do italiano San Lorenzo, também, por causa d e frutos do mar, e do português O´Fado, que lhe servia  linguado com camarão, ao molho  de manteiga, ou salmão grelhado, com espinafre e batatas cozidas.     

 Para  o kikenauta sentar-se à mesa com The Princess, aqui vai a receita de sopa de agrião:

Duas  porções de agrião; 50 gramas de manteiga; 50 gramas de farinha de trigo. Um litro de ca ldo de galinha; meio-litro de creme de leite e o chamado sal a gosto. Sem exagerar, é clar o.

Par a decorar isso aí, coloque folhas de agrião, ou de espinafre, bem como creme de leite. Ag ora, vamos preparar o prato: primeiramente, lavar bem os ramos do agrião e livra-los do s talos mais grossos; cozinhá-lo em água fervente, com uma pitada de sal, durante três a c inco minutos. Próximo passo: escorrer e e resfria-lo, rápido, em água gelada. Aliás, escorrer-lo por duas vezes.

  Feito isso, use uma penela, derreta manteiga, misture com farinha e cozinhe, por  instantes, em fogo braixo, sempre mexendo a coisa. A seguir, acrescente caldo de galinha   aquecido, sem parar o mexidão na panela. Junte o agrião e confira como anda o sal. Estamos quase lá. Próximo passo, retirar tudo do fogo pra bater no liquidificador. Se  quiser, também, pode peneirar. Agora, retirar do liquidificador, adicionar creme de leite e  misturar legal.

 Pronto! Agora, é só colocar a sopa na mesa, em temperatura ambiente e, pra dar charme  ao momento, decore os pratos com folhas de agrião, ou de espinafre, e creme de leite. Bom  apetite, princesa kikenauta!     

 

OBS: esta receita me foi fornecida pela embaixatriz Lúcia Flecha de Lima, grande amiga  de Lady Di, quando esta veio a Brasília, em 1991, e eu era repórter credenciado no Ministério das  Relações Exteriores. Me parece que foi publicada, também, pela revista Gula e o jornal Folha de São Paulo